Águas de Março
(1972)
Samba
Letra e música: Tom
Jobim
Águas de março é uma
das mais representativas composições da obra de Antonio Carlos Brasileiro de
Almeida Jobim; foi seu último grande sucesso como compositor e letrista; lançada
inicialmente em compacto simples encartado no semanário "O Pasquim" em 1972,
seria posteriormente gravada em dueto com Elis Regina e o próprio Tom, no
célebre disco "Elis & Tom" gravado em Los Angeles, EUA em 1974.
Tom Jobim
foi o mais famoso, mais talentoso e mais respeitado compositor brasileiro da
segunda metade do século XX, dentro e fora do Brasil; autor de aproximadamente
300 músicas, solo e com diversos parceiros entre os quais: Vinícius de Moraes,
Newton Mendonça, Billy Blanco, Chico Buarque de Hollanda, Aloysio de Oliveira,
Luiz Bonfá, Dolores Duran, Marino Pinto, Paulo Cesar Pinheiro, Paulo Soledade,
Ronaldo Bastos.
Tom nasceu no Rio de Janeiro em 25/01/1927, iniciou seus
estudos musicais em 1941; cursou a Faculdade de Arquitetura chegando mesmo a
exercer a profissão por pouco tempo mas sua grande paixão foi sempre a música.
Morreu em Nova Yorque em 8/12/1994 com 67 anos.
Pesquisa :
Darcio
Águas de Março
( 1972)
Samba
Letra e música: Tom
Jobim
É pau, é pedra, é o fim
do caminho,
É um resto de toco, é um pouco sozinho,
É um caco de vidro, é
a vida, é o sol,
É a noite, é a morte, é um laço, é o
anzol.
É peroba no campo, é o
nó da madeira,
Caingá candeia, é o matita-pereira,
É madeira de vento,
tombo da ribanceira,
É o mistério profundo, é o queira ou não
queira.
É o vento ventando, é o
fim da ladeira,
É a viga, é o vão, festa da cumeeira,
É a chuva chovendo,
é conversa ribeira,
Das águas de março, é o fim da
canseira.
É o pé, é o chão, é a
marcha estradeira,
Passarinho na mão, pedra de atiradeira,
É uma ave no
céu, é uma ave no chão,
É um regato, é; uma fonte, é um pedaço de
pão.
É o fundo do poço, é o
fim do caminho,
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho,
É um estepe, é
um prego, é uma conta, é um conto,
É um pingo pingando, é uma conta, é um
ponto.
É um peixe, é um gesto,
é uma prata brilhando,
É a luz da manha, é o tijolo chegando,
É a lenha, é
o dia, é o fim da picada,
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada,
É o
projeto da casa, é o corpo na cama,
É o carro enguiçado, é a lama, é a
lama.
É um passo, é uma
ponte, é um sapo, é uma rã,
É um resto de mato, na luz da manhã,
São as
águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu
coração.
É uma cobra, é um pau,
é João, é José,
É um espinho na mão, é um corte no pé,
São as águas de
março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração,
É pau, é
pedra, é o fim do caminho,
É um resto de toco, é um pouco
sozinho.
É um passo, é uma
ponte, é um sapo, é uma rã....
Música: Aguas de
Março
Autoria Letra e Música
: Tom Jobim
Interpretação: Elis
Regina e Tom
Pesquisas e História
por Dárcio Fragoso
Imagens por Francys Dejtiar
Projeto ,Formatação e
Edição Final : Marilene Laurelli Cypriano
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