Tem que rebolar
(1966)
 
Samba
 
Autoria : José Batista e Magno de Oliveira
 
Interpretação: Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro
 
 
Música lançada no LP "A bossa eterna de Elizeth e Ciro" de 1966. Música típica de espetáculos teatrais, muito em moda nos anos 30 até os anos 60, onde a história da música é apresentada por um cantor e uma cantora geralmente cantando uma história um tanto cômica.
A cantora Elizeth Cardoso Valdez nasceu em 16/7/1920 no Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira na Rádio Guanabara por intermédio de Jacob do Bandolim, no Programa Suburbano ao lado de Vicente Celestino, Moreira da Silva, Noel Rosa e Marília Batista. Sendo originária de família musical, aos 5 anos subiu ao palco da antológica Sociedade Familiar Dançante Kananga do Japão e pediu para o pianista acompanhá-la na marchinha "Zizinha". Ainda menina frequentava com o tio Pedro as famosas reuniões na casa da Tia Ciata, onde se  reunia a nata dos compositores e cantores de samba. Foi muito namoradeira conforme declarou em depoimento ao MIS Museu da Imagem e Som do Rio de Janeiro, tendo inclusive namorado com o famosíssimo jogador de futebol Leônidas da Silva.  Adotou uma menina em 1938 a quem criou como se filha legítima fosse. Casou-se em 1939 com o músico Ari Valdez, o Tatuzinho, com quem teve seu único filho Paulo César Valdez. Elizeth Cardoso teve o mérito de ter gravado em 1958 o antológico LP "Canção do amor demais" com músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, considerado o marco inicial da bossa-nova, por causa de sua interpretação e da batida "diferente" do violonista João Gilberto em "Chega de saudade" e "Outra vez", além de "Caminho de pedra", "Janelas abertas", "Eu não existo sem você", "Canção do amor demais" e outras. Foi uma das melhores cantoras da música popular brasileira, tendo gravado composições de praticamente todos os melhores e mais famosos compositores brasileiros do século passado, a ponto de ser chamada de "A Divina", "A Magnífica", "Enluarada", "Mulata maior", "Lady do samba" e outros adjetivos pelos críticos musicais. Gravou 40 LPs no Brasil e outros em diversos países por onde excursionou. Faleceu em 7/5/1990.
O cantor e compositor Cyro Monteiro nasceu em 28/5/1913 no Rio de Janeiro RJ, numa família de nove irmãos, filho de capitão do Exército e sobrinho do grande pianista Nonô (Romualdo Peixoto, conhecido como o "Chopin do samba"). Começou sua carreira musical cantando em dueto com seu irmão Careno. Em 1933 substituiu numa emergência Luiz Barbosa no "Programa Casé" da Rádio Phillips. Em 1936 na Rádio Mayrink Veiga passou a fazer parte dos programas noturnos com Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis, Custódio Mesquita, Noel Rosa, Gastão Formenti e muitos outros na época áurea do rádio. Nessa época começou a criar um estilo que o tornaria imortal: assim como Luiz Barbosa marcava o ritmo no chapéu de palha e Joel de Almeida o copiou, Cyro batia na caixa de fósforos para acompanhar a música. Em 1936 participou no coro da histórica gravação da mais famosa marcha de carnaval "Mamãe eu quero" de Jararaca e Vicente Paiva, ao lado de Almirante e Odete Amaral. Gravou centenas de músicas principalmente sambas. Foi um dos cantores mais queridos dentro do mundo artístico por ser pessoa extremamente bondosa. Participou ativamente do programa "Bossaudade" comandado por Elizeth Cardoso, na TV Record de São Paulo em 1965, onde eram revividos os maiores sucessos antigos da música popular brasileira.  Vinícius de Moraes dizia que Cyro era  "o maior cantor popular brasileiro de todos os tempos"  e que Cyro "era uma criatura de qualidades tão raras que eu acho improvável qualquer de seus amigos não se haver dito, num dia de humildade, que gostaria de ser Cyro. Pois Cyro, pra lá de cantor e do homem excepcional, é um grande abraço em toda humanidade". Faleceu em 13/7/1973 no Rio de Janeiro.
 
 
Dárcio Fragoso
 
 
Tem que rebolar
 (1966)
 
Samba
 
Autoria : José Batista e Magno de Oliveira
 
Interpretação: Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro
 
 
 
 
Moreninha linda, moreninha boa
Quer se casar comigo, ser minha patroa?
Sai fora mulato, vê lá se me passo
Me casar contigo é coisa que eu não faço.
Eu tenho a grana e a minha cor não pega!
- Somente a sua grana pode interessar...
Mas pra botar a mão na minha grana
Você tem que rebolar, rebolar, rebolar...

Moreninha linda, moreninha boa
Quer se casar comigo, ser minha patroa?
Sai fora mulato, vê lá se me passo
Me casar contigo é coisa que eu não faço.
Eu tenho a nota e a minha cor não pega!
- Somente a sua nota pode interessar...
Mas pra botar a mão na minha grana
Você tem que rebolar, rebolar, rebolar...

Mulato atrevido, está me maltratando!
O rebolar é novo modo de gingar.
Ai, fique sossegada que não é maltrato
É um ditado novo, é jeito de dançar.
Mas se papai souber disso se zanga
Vai lhe chamar de feio, vai lhe rebentar
Mas pro seu pai bater nesse mulato
Também tem que rebolar, rebolar, rebolar.
 
Moreninha linda, moreninha boa
Quer se casar comigo, ser minha patroa?
Sai fora mulato, vê lá se me passo
Me casar contigo é coisa que eu não faço.
Eu tenho a grana e a minha cor não pega!
- Somente a sua grana pode interessar...
Mas pra botar a mão na minha grana
Você tem que rebolar, rebolar, rebolar...

Mulato atrevido, está me maltratando!
O rebolar é novo modo de gingar.
Ai, fique sossegada que não é maltrato
É um ditado novo, é jeito de dançar.
Mas se papai souber disso se zanga
Vai lhe chamar de feio, vai lhe rebentar
Mas pro seu pai bater nesse mulato

Também tem que rebolar, rebolar, rebolar.
Também tem que rebolar, rebolar, rebolar.
Também tem que rebolar, rebolar, rebolar.
 
 
 
Música: Tem que rebolar
Autoria: José Batista e Magno de Oliveira
Interpretação:  Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro
 
Pesquisas e História por Dárcio Fragoso
Agradecimentos à Otalicio(Ica)
Plano de fundo por Marilene 
Imagens adquiridas em E-Groups de Trocas
Projeto ,Formatação e Edição Final :
Marilene Laurelli Cypriano

 
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