Festival 
Músicas Brasileiras
 
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A Década de 60
 
 
 
A década da  Explosão Musical no Brasil,
ainda sob o efeito dos " ANOS DOURADOS".
Os ternos e os chapéus se foram, e uns após outros  surgiram os talentos musicais da MPB.
Roberto Carlos deu inicio ao ritmo alucinante do ie ie ie que preenchia as tardes de domingo dos nossos adolescentes .
Ao mesmo tempo, os jovens brasileiros 
deliravam com os Festivais de MPB da TV Record, onde a cada dia apareciam  talentos  diferentes, que por serem tantos seria impossível enumerá-los aqui,mas os veremos e ouviremos através das músicas que aqui vamos apresentar .
Esta foi também a era " Vinicius de Morais "e todos os seus seguidores  que se uniram  para nos brindar com o que vamos ouvir e ver  no decorrer desta década de 60.
Marilene
 

 
  Samba de uma Nota Só ( 1960)

Disparada (1966)

Travessia ( 1967)

Matriz ou Filial ( 1964)

Trem das Onze (1965)

Viola Enluarada (1967)

A Banda (1966)

Cantiga por Luciana ( 1969)

Carolina (1967)

Festa de Arromba ( 1964)

Hoje (1966)

Upa Neguinho (1967)

Prova de Fogo (1967)

Samba do Avião(1967)

Noite dos Mascarados(1967)

Laranja Madura (1966)

Mas que nada(1963)

País Tropical(1969)

Modinha(1968)

Poema do Adeus(1961)

Sem Fantasia(1967)

Estão voltando as flores(1961)

Samba em prelúdio(1962)

Funeral de um lavrador(1967)

Lembranças(1963)

Sentimental demais(1964)

Corcovado (1960)

Insensatez (1961)

O Conde(1969)

Amor em paz (1960)

Sua estupidez (1969)

Palhaçada(1961)

Máscara negra (1967)

Nossa canção(1966)

Sá Marina (1967)

Quem quiser encontrar o amor(1961)

Última canção(1968)

O pequeno burguês(1969)

Triste madrugada(1967)

Ah se eu pudesse (1964)

Meu nome é ninguém (1962)

Somos iguais (1964)

Acender as velas (1965)

O amor e a rosa (1960)

 

  Negue (1960)

Garota de Ipanema ( 1962)

Apelo (1967)

O Barquinho ( 1961)

Gente Humilde ( 1969)

Minha Namorada (1962)

Arrastão (1965)

Alegria Alegria (1967)

Caminhando (1968)

Você passa eu acho graça(1968)

Namoradinha de um amigo meu(1965)

A Flor e o Espinho ( 1964)

Preciso aprender a ser só(1965)

Volta por cima(1962)

Mulher de Trinta(1960)

A Praça(1967)

Chove Chuva(1963)

Brigas(1966)

Fotografia(1967)

Andança(1968)

Roda Viva(1967)

Samba do crioulo doido(1968)

Eu e a brisa(1967)

O sol nascerá(1960)

Nossos Momentos(1960)

Tudo de mim (1963)

Tem que rebolar(1963)

Alguém me disse (1960)

Que queres tu de mim(1964)

Com açucar,com afeto(1960)

Ternura antiga(1960)

Retrato em branco e preto(1968)

Queixas (1960)

Opinião (1964)

Você e eu (1961)

Quem te viu, quem te vê (1967)

Marcha da 4ª feira de cinzas(1963)

Tristeza (1966)

Olê Olá (1965)

Como é grande o meu amor por você(1967)

Foi assim (1961)

Aquarela Brasileira (1964)

Formosa (1965)

 

 

 

Anos 60

Desde o final dos anos 50 vinha o Brasil lutando para se libertar do complexo de “país de segunda classe”; nossa cultura popular e musical, resultante de miscigenação das culturas européia, africana e indígena, carregava a síndrome de “vice” na maioria do povo: tínhamos sido vice campeões no mundial de futebol de 1950 no Rio de Janeiro , Marta Rocha tinha sido vice campeã no concurso Miss Universo de 1954 e fomos desclassificados no mundial de futebol de 1954 na Suíça.

A vitória do futebol, na Copa do Mundo de 1958 na Suécia, marcava o início do sentimento de “ressurreição” do povo brasileiro como país importante no contexto mundial; o início da indústria automobilística brasileira, os momentos de glória de Pelé e Garrincha, a inauguração de Brasília em 1960, cidade projetada pelos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemayer ajudaram o governo do Presidente Juscelino com o “slogan 50 anos em 5” a tirar proveito político desses fatos, aumentando o sentimento patriótico da população.

 O sucesso da bossa nova com aceitação internacional, a conquista do bicampeonato mundial de futebol em 1962 no Chile, a conquista da Palma de Ouro em 1962 pelo filme brasileiro dirigido por Anselmo Duarte “O Pagador de Promessas” em Cannes, as vitórias de Maria Esther Bueno no tênis e outras conquistas de afirmação nacional fizeram da década de 60 um período de grande exacerbação de nacionalismo. Além disso também aumentou o grau de conscientização política dos problemas e carências do povo brasileiro acirrando as disputas ideológicas entre os vários segmentos da população. Após o desastre da administração do presidente Jânio Quadros e com a ascenção de Jango Goulart em 1961 aumentaram os conflitos sociais, resultando no golpe militar de 1964.

 A cultura musical brasileira acompanhou todas essas mudanças com a afirmação da bossa nova e o surgimento das músicas de cunho social apresentadas principalmente nos “Festivais de Música Brasileira”, principalmente os da TV Excelsior e TV Record; assim surgiram  composições sociais de Sérgio Ricardo, Gilberto Gil, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Teo de Barros, Torquato Neto, Heraldo do Monte, Airto Moreira, Hilton Acioli e muitos outros.

Compositores não engajados nos movimentos sociais também passaram a compor músicas de fundo social em função da censura imposta pelos governos militares da época.

 A grande divulgação de cantores americanos de rock através do cinema e  gravadoras ajudou também o nascimento do rock brasileiro com ampla divulgação da mídia nos anos 60; um dos principais incentivadores foi o compositor e radialista Carlos Imperial que  fundou em 1958 o Clube do Rock, no Rio de Janeiro, onde se apresentavam e se reuniam os amantes do rock; nesse clube iniciaram suas carreiras Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

A parcela de público que preferia músicas oriundas do rock passou a ter seu espaço musical com programas específicos na televisão cujo ápice foi o programa “Jovem Guarda” iniciado em 1965 com Roberto, Erasmo e Vanderléia permanecendo no ar pela TV Record durante vários anos.

 Sob influência da Jovem Guarda e dos Beatles nasceu em 1967 o Tropicalismo, movimento de vanguarda liderado por Caetano Veloso, Rogério Duprat, Gilberto Gil, Júlio Medaglia e outros; suas principais composições foram

" Tropicália“  "Domingo no Parque” e “Alegria, Alegria” onde era incentivada a universalização da música brasileira inclusive com utilização de guitarras elétricas e absorção de vários gêneros musicais: pop-rock, música de vanguarda, frevo, samba, bolero, etc.

 Assim na década de 60 três novas grandes vertentes musicais podem ser identificadas : bossa nova, músicas sociais de festivais e rock da jovem guarda; evidentemente músicas com ritmos tradicionais como samba, samba canção, músicas de carnaval e músicas regionais continuaram a ter seu espaço mas com menos divulgação e menor sucesso que as três citadas.

   Dárcio   Fragoso       

Música desta página: Garota de Ipanema

Arranjo por JC.Capeto( Nostra)

Bibliografia consultada:


- ALBIN, Ricardo Cravo. O livro de ouro da MPB - A História de nossa música popular de sua origem até hoje. Rio de Janeiro : Ediouro, 2003.
- CABRAL, Sérgio. No tempo de Ary Barroso. Rio de Janeiro : Lumiar Editora, 1993.
- VASCONCELOS, Ary. Panorama da música popular brasileira. Rio de Janeiro : Martins, 1965.
- MÀXIMO, João e DIDIER, Carlos. Noel Rosa : Uma biografia. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1990.
- Enciclopédia da música popular, erudita e folclórica. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1998.
- SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. São Paulo : Editora 34, 1997.
- http://www.dicionariompb.com.br
- http://cifrantiga3.blogspot.com/
- http://cliquemusic.uol.com.br
http://www.boemio.com.br

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Numa primeira etapa incluímos algumas composições em suas respectivas décadas de lançamento, mas pretendemos continuar incluindo outras músicas porventura ainda não incluídas, num trabalho contínuo e de longo prazo.