A felicidade
(1959)
Samba
canção
Composição: Tom Jobim e Vinícius de
Moraes
Interpretação: Martinho da
Vila
Música feita para o filme "Orfeu
do Carnaval" de Marcel Camus, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes como melhor
filme e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood. Filme baseado na peça
de Vinícius de Moraes "Orfeu da Conceição" que foi premiada em 1954 no concurso
do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Música que consagrou o cantor Agostinho
dos Santos, inclusive internacionalmente devido ao grande sucesso do filme. Em
1959 foram feitas 25 gravações dessa música com diversos
cantores.
Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, Tom Jobim,
foi o compositor brasileiro mais famoso dentro e fora do Brasil, na última
metade do século XX. Carioca, nasceu na Tijuca em 25 de janeiro de 1927. Iniciou
seus estudos musicais em 1941 com o professor Hans Joachim Koellreuter,
teve excelente formação musical com os professores Lucia Branco, Tomás
Terán, Leo Peracchi e Alceu Boccchino. Formou com Vinicius de Moraes a mais
famosa dupla de compositores da moderna música popular brasileira: provavelmente
a dupla mais erudita onde Vinícius era mais letrista e Tom mais compositor.
Conheceram-se em 1956, através de Lúcio Rangel, no famoso Bar Gouveia, em frente
à Academia Brasileira de Letras, quando foi convidado e aceitou musicar a peça
"Orfeu da Conceição" de Vinícius de Moraes. Compuseram juntos músicas
maravilhosas como "Se todos fossem iguais a você", "Eu sei que vou te amar",
"Chega de saudade", "Garota de Ipanema" (uma das músicas mais gravadas em todo o
mundo), "A felicidade", "Insensatez", "Canção de amor e paz", "Ela é carioca",
"Eu não existo sem você" e muitas outras. Faleceu dia 8 de dezembro de 1994, aos
67 anos em Nova York.
Vinicius (Marcus Vinícius da
Cruz de Melo Morais) é considerado o intelectual brasileiro mais influente e
participativo da moderna música popular brasileira. Carioca, nascido na Gávea em
19 de outubro de 1913. Vinícius foi um dos intelectuais que mais participou na
interligação entre os sambistas populares do morro e os sambistas da cidade,
mais eruditos e mais intelectualizados porém não mais sensíveis. Dessa ligação
nasceram inúmeras parcerias e músicas históricas.
Vinícius declarou
certa vez que São Paulo era o "túmulo do samba". Pagou sua língua pois foi em
São Paulo que Vinícius mais vendeu seus discos e seu parceiro mais constante e
com o qual fez mais shows e gravações foi o paulistano Toquinho. Vinícius é
considerado o maior letrista da MPB, pelo musicólogo Ricardo Cravo Albin, quase
uma síntese sofisticada de Orestes Barbosa e Noel Rosa. Faleceu no Rio de
Janeiro em 9 de julho de 1980.
O cantor, compositor e escritor
Martinho José Ferreira, Martinho da Vila, nasceu em 12/02/1938 em Duas Barras,
Estado do Rio de Janeiro. Em 1964 foi convidado para a ala de compositores
da Escola Unidos de Vila Izabel então no terceiro grupo. Em 1966 a Vila Izabel
passou para o primeiro grupo e Martinho começou a fazer sucesso no fim dos anos
60 fazendo letras mais concisas e popularizando o partido alto, outrora tocado e
cantado apenas nos terreiros. Em 1967 participou do 3º Festival de Música
Popular Brasileira da TV Record com o samba "Menina Moça" cantado por Jamelão.
Quatro anos mais tarde essa mesma música foi regravada pelo próprio Martinho com
enorme sucesso. Em janeiro de 1968 participou do 1º LP de sambas-enredo para o
carnaval daquele ano: "As escolas cantam seus sambas para 1968"; em 1969 em
seu 1º LP lançou "Casa de bamba", grande sucesso do ano; em seguida lançou "O
pequeno burguês" onde faz crítica aos problemas da educação no Brasil, tendo
obtido muito sucesso também; e assim Martinho foi colecionando sucessos: "Meu
laiaraiá", "Samba da cabrocha bamba", "Madrugada, carnaval e chuva", "Menina
Moça", "Segure tudo" entre outros.
Foi um dos primeiros artistas brasileiros
a visitar a África portuguesa, Angola especialmente, procurando cultivar as
origens do samba e trocar experiências musicais. Foi o primeiro sambista a
conquistar o Disco de Diamante, por ultrapassar a marca de 1 milhão de discos
vendidos. É autor de 140 músicas, principalmente sambas. Dedicou-se mais
recentemente à literatura tendo escrito sete romances. Tem participação ativa
nos movimentos negros do Brasil: segundo a ex-Governadora Benedita da Silva do
Estado do Rio de Janeiro "Martinho é uma das mais importantes figuras dos nossos
movimentos, ele é o nosso Zumbi".
Martinho da Vila continua sua brilhante
carreira artística, fazendo shows, gravando, compondo, escrevendo e defendendo a
música popular brasileira de raiz.
Dárcio
Fragoso
A felicidade
(1959)
Samba
canção
Composição: Tom Jobim e Vinícius de
Moraes
Interpretação: Martinho da Vila
Tristeza não tem fim
Felicidade
sim
Tristeza não tem fim
Felicidade
sim
A felicidade é como a gota
De
orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E
cai como uma lágrima de amor
A felicidade do pobre parece
A
grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de
sonho
Pra fazer a fantasia
De rei, de pirata ou jardineira
Pra tudo se
acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade
sim
Tristeza não tem fim
Felicidade
sim
A felicidade é como a pluma
Que
o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa
que haja vento sem parar
A minha felicidade está
sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando,
passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela
acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Felicidade
sim
Música: A felicidade
Autoria:
Vinicius de Moraes e Tom Jobim
Interpretação: Martinho da Vila
Pesquisas e História por Dárcio
Fragoso
Plano de fundo Martinho da Vila por Marilene
Imagens adquiridas em E-Groups de
Trocas
Projeto ,Formatação e Edição Final :
Marilene Laurelli
Cypriano
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