Lá vem a baiana
 (1947)
 
Samba
 
Composição: Dorival Caymmi
 
Interpretação: João Nogueira
 
 
Música gravada originalmente pelo próprio Caymmi em 1947, recebeu inúmeras gravações de diversos cantores.
 
Dorival Caymmi, cantor e compositor, teve sua estréia na Rádio Tupi do Rio de Janeiro em 1938 cantando "O que é que a baiana tem" samba de sua autoria. Esse mesmo samba foi incluído na trilha sonora do filme "Banana da terra" de Wallace Downey, interpretado por Carmen Miranda. As músicas inicialmente escolhidas para o filme seriam "Boneca de piche" e "Na baixa do sapateiro" ambas de Ary Barroso, mas por questões financeiras foram retiradas e substituídas por "O que é que a baiana tem ?". Dorival Caymmi nasceu em Salvador BA em 30/4/1914. Teve várias atividades até começar a compor marchinhas e toadas e descobrir-se para a música. Em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro com intenção de estudar jornalismo e trabalhar com desenho, tendo conseguido até publicar alguns desenhos na revista "O Cruzeiro". Fez alguns testes na Rádio Tupi e foi contratado. Conheceu sua futura mulher, Stella Maris,  num programa de calouros em 1939. Casaram-se e tiveram três filhos, todos dedicados à música: Nana, Dorival e Danilo. Dorival Caymmi foi o cantor e compositor que melhor soube divulgar a Bahia e suas belezas. Seus maiores sucessos foram: "O que é que a baiana tem ?",  "O mar", "O samba da minha terra", "É doce morrer no mar", com Jorge Amado, "A jangada voltou só", "Você já foi à Bahia ?", "Rosa morena", "Peguei um ita no norte", "Dora", "A vizinha do lado", "Marina", "Lá vem a baiana", "Não tem solução" com Carlos Guinle, "Nem eu", "Nunca mais" e muitas outras. Cantor e compositor muito respeitado e querido, é um dos melhores do Brasil segundo a maioria dos críticos especializados. Recebeu inúmeros prêmios e homenagens pela sua grande importância cultural: uma casa na Praia de Ondina do Governo Da Bahia, comenda da Ordem do Rio Branco em gráu de Oficial, comenda da Ordem do Mérito da Bahia, comenda da "Ordre des arts et des lettres de France", Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho e título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia e em 1985 inaugurou a Avenida Dorival Caymmi na capital baiana.
Faleceu em 16/08/2008.
 
João Nogueira, nome artístico de João Batista Nogueira Júnior, cantor e compositor, nasceu em 12/11/1941 no Rio de Janeiro RJ. Dedicou-se desde muito moço à música brasileira, especialmente ao samba. Iniciou sua carreira profissional no Festival de Juiz de Fora. Seu primeiro disco foi um compacto simples com as músicas "Alô Madureira" e "Mulher valente" ambas de sua autoria. Em 1972 pela Odeon gravou seu primeiro LP individual com seu nome como título, com várias músicas de sua autoria como "Morrendo em versos", "Beto Navalha", "Meu caminho" e "Blá blá blá". Em 1974 lançou seu segundo LP "E lá vou eu". Fundou em 1979 o Clube do Samba, em sua própria casa e lançou o disco de mesmo nome.
Autor de mais de cem composições, sendo as mais famosas: "Além do espelho", "As forças da natureza", "Banho de manjericão", "Batendo à porta", "Bares da cidade", "Coração de malandro", "E lá vou eu",  "Espelho", "Jornal cantado", "Vovô Sobral" estas todas com Paulo Cesar Pinheiro. Teve também outros parceiros como Nonato Buzar, Maurício Tapajós, Aldir Blanc, Toquinho, Carlinhos Vergueiro, Edil Pacheco e muitos outros. Fez também inúmeras composições solo.
Segundo o musicólogo Ricardo Cravo Albin, "João Nogueira não se esgotou no canto, porque também foi um extraordinário compositor. Foi insubstituível porque era titular de estilo tão pessoal que dele ousaria dizer: não teve pais nem deixou filhos. Ou seja original de verdade, na arte do canto e do ser carioca". 
Faleceu em 5/6/2000 no Rio de Janeiro.
 
Dárcio Fragoso
 
 
Lá vem a baiana
 (1947)
 
Samba
 
Composição: Dorival Caymmi
 
Interpretação: João Nogueira
 
 
 
Lá vem a baiana,
De saia rodada, sandália bordada,
Vem me convidar para dançar...
Mas eu não vou,
Lá vem a baiana,
Coberta de contas, pisando nas pontas,
Achando que eu sou o seu ioiô...
Mas eu não vou,
Lá vem a baiana,
Mostrando os encantos, falando nos santos,
Dizendo que é filha do Senhor do Bonfim...
Mas pra cima de mim.
 
Pode jogar seu quebranto que eu não vou,
Pode invocar o seu santo que eu não vou,
Pode esperar sentada, baiana, que eu não vou,
Pode esperar sentada, baiana, que eu não vou.
 
Não vou porque não posso resistir a tentação,
Se ela sambar... eu vou sofrer !
 Esse diabo sambando é mais mulher !
E se eu deixar ela faz o que bem quer...
Não vou, não vou, não vou,
Nem amarrado, porque eu sei:
Hum, hum, hum, hum
Hum, hum, hum, hum !
 
Lá vem a baiana,
De saia rodada, sandália bordada,
Vem me convidar para dançar...
Mas eu não vou,
Lá vem a baiana,
Coberta de contas, pisando nas pontas,
Achando que eu sou o seu ioiô...
Mas eu não vou,
Lá vem a baiana,
Mostrando os encantos, falando nos santos,
Dizendo que é filha do Senhor do Bonfim...
Mas pra cima de mim.
 
Pode jogar seu quebranto que eu não vou,
Pode invocar o seu santo que eu não vou,
Pode esperar sentada, baiana, que eu não vou,
Pode esperar sentada, baiana, que eu não vou.
 

Não vou porque não posso resistir a tentação,
Se ela sambar... eu vou sofrer !
 Esse diabo sambando é mais mulher !
E se eu deixar ela faz o que bem quer...
Não vou, não vou, não vou,
Nem amarrado, porque eu sei:
Hum, hum, hum, hum
Hum, hum, hum, hum !...
 
 
 
Música: Lá vem a baiana
Autoria: Dorival Caymmi
Interpretação: João Nogueira
 
Pesquisas e História por Dárcio Fragoso
Colaboração Paulo Mafra
Plano de fundo: João Nogueira por Marilene
Agradecimentos eternos à   Francys Dejtiar
Imagens adquiridas em E-Groups de Trocas
Projeto ,Formatação e Edição Final :
Marilene Laurelli Cypriano

 
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