Caprichos do destino
(1938)
Valsa
Composição:
Pedro Caetano e Claudionor Cruz
Interpretação: Orlando
Silva
O compositor Pedro
Walde Caetano nasceu em Bananal SP em 01/02/1911. Aos nove anos mudou-se para o
Rio de Janeiro onde desde cedo passou a estudar piano. Sua primeira composição
foi feita aos 22 anos, o samba "Foi uma pedra que rolou", gravada pela dupla
Joel e Gaúcho. Compôs inúmeras músicas que se tornaram sucesso como "Sandália de
prata" com Alcir Pires Vermelho, "Eu brinco" (Com pandeiro ou sem pandeiro...)
com Claudionor Cruz, sucesso na voz de Francisco Alves, "Onde estão os
tamborins" gravado pelo conjunto Quatro Ases e Um Coringa e muitas outras. Autor
de 400 composições não fez da música sua profissão, pois sempre trabalhou como
comerciante de calçados. Teve excelentes parceiros como Pixinguinha, Noel Rosa,
Alcir Pires Vermelho, Valfrido Silva, Claudionor Cruz e outros. Faleceu em
27/7/1992 no Rio de Janeiro.
O compositor e instrumentista
Claudionor José da Cruz nasceu em Paraiubuna SP em 1/4/1910. Iniciou carreira
musical tocando cavaquinho em vários conjuntos até formar seu próprio conjunto,
o Claudionor Cruz e Seu Regional. De 1932 a 1969 atuou nas rádios Tupi,
Nacional, Globo e Mundial e nas TVs Excelsior e Cultura de São Paulo. Durante as
décadas de 40 e 50 seu conjunto foi o grande concorrente do famoso conjunto de
Benedito Lacerda e os dois se revezavam nas gravações em estúdios e nas rádios.
No seu conjunto atuaram músicos que se tornaram muito famosos como Abel
Ferreira, Portinho, Bola Sete, Arlindo Ferreira, Araújo, Jair do Pandeiro e
muitos outros. Além dos seus sucessos com Pedro Caetano, teve com Ataulfo Alves
o grande sucesso "Sei que é covardia" gravada para o carnaval de 1939 por Carlos
Galhardo. Faleceu em 21/6/1995.
O grande cantor Orlando
Garcia Silva nasceu em 3/10/1915 no Rio de Janeiro. Cantava em circos e em
pequenos shows, até que seu irmão o levou a fazer teste na Rádio Cajati. Numa
das tentativas o compositor Bororó ficou tão impressionado com a bela voz de
Orlando que levou-o até o Café Nice onde se apresentava Francisco Alves já
cantor famoso. Este ao ouví-lo gostou tanto que convidou-o a estrear em seu
programa. Assim sendo Orlando Silva estreou no rádio aos 18 anos em 23 de junho
de 1934 no programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti. Em 1937 Orlando Silva
foi o primeiro cantor a gravar o choro "Carinhoso" de Pixinguinha e Braguinha,
que no verso trazia também de Pixinguinha a valsa "Rosa" com letra de Otávio de
Souza, um dos maiores sucessos de Orlando Silva. Gravou ainda inúmeros sucessos:
"Errei , erramos" de Ataulfo Alves, "Páginas de dor" de Pixinguinha e Cândido
das Neves, "Meu consolo é você" de Nássara e Roberto Martins, "Sertaneja" de
René Bittencourt, "Aos pés da cruz" de Marino Pinto e José Gonçalves, "Faixa de
cetim" de Ary Barroso. A partir de 1942 sua carreira entrou em declínio, por
envolvimento com drogas. Ao morrer em 7/8/1978, atendendo um de seus últimos
desejos, Ricardo Cravo Albin conseguiu junto ao presidente do Clube de Regatas
do Flamengo, que seu corpo fosse velado na sede de seu clube do coração. Segundo
os críticos, pode-se identificar dois Orlandos em sua carreira: o dos anos de
ouro, entre 1936 e 1942, perfeito, O Cantor das Multidões, como foi apelidado
pelo locutor Oduvaldo Cozzi, cantando um repertório maravilhoso e impecável e o
Orlando posterior, já afetado pelas drogas, em decadência profissional e
pessoal. Apesar de tudo isso Orlando Silva é considerado pela crítica
especializada como o maior cantor de sua época e lembrado como a voz que
estabeleceu definitivamente a moderna forma brasileira de cantar. Faleceu em
7/8/1978 no Rio de Janeiro.
Dárcio
Fragoso
Caprichos do destino
(1938)
Valsa
Composição:
Pedro Caetano e Claudionor Cruz
Interpretação: Orlando
Silva
Se Deus um dia
olhasse a terra e visse o meu estado
Na certa compreenderia o meu trilhar
desesperado
E tendo ele em suas mãos o leme dos destinos
Não deixar-me-ia
assim, a cometer desatinos
É doloroso, mas infelizmente é a verdade
Eu não
devia nem sequer pensar numa felicidade
Que não posso ter
Mas sinto uma
revolta dentro do meu peito
É muito triste não se ter direito, nem de
viver
Jamais consegui um sonho ver concretizado
Por mais modesto e banal
sempre me foi negado
Assim meu Deus francamente devo desistir
Contra os
caprichos da sorte eu não devo insistir
Eu quero fugir ao suplício a que
estou condenado
Eu quero deixar esta vida onde eu fui derrotado
Sou um
covarde bem sei que o direito é levar a cruz até o fim
Mas não posso é pesada
demais para mim

É doloroso, mas infelizmente é a
verdade
Eu não devia nem sequer pensar numa felicidade
Que não posso
ter
Mas sinto uma revolta dentro do meu peito
É muito triste não se ter
direito, nem de viver
Música: Caprichos do
destino
Autoria: Pedro Caetano e Claudionor Cruz
Interpretação:
Orlando Silva
Pesquisas e História por Dárcio
Fragoso
Plano de fundo : por Marilene
Imagens adquiridas em E-Groups de
Trocas
Projeto ,Formatação e Edição Final :
Marilene Laurelli
Cypriano
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